terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Comentários "roubados" ao portaldaloja.blogspot , a propósito de um texto de José , publicado em 27 de dezembro de 2015 , acerca do eventual fim do Público:


Blogger Zephyrus disse...
Como médico aqui o anonimato permite dizer o que penso.

O SNS deve ser parcialmente privatizado.

Devem evitar-se ao máximo acordos pagos pelo Estado com o sector privado.

Os médicos que ficarem no SNS devem trabalhar em regime de exclusividade e os salários devem subir assumindo valores que o país possa pagar.

As classes médias devem pagar mais pelo acesso à Saúde após a Reforma do sistema.

Um cirurgião de um hospital universitário pode ser simultaneamente professor numa faculdade de Medicina e trabalhar no sector privado?

Os ciclos básicos de Medicina das regiões autónomas e o curso do Algarve devem ser encerrados.

O número de vagas não deve exceder a capacidade de formação de internos de especialidade.

A Ordem deve ser extinta.

Na privatização parcial a ADSE é estendida a todos os portugueses e os centros de saúde vendidos a médicos. Cada médico não deve ter mais de x centros de saúde, como sucede nas farmácias. Os impostos em contrapartida baixam. O dinheiro das vendas vai para um fundo para reduzir a dívida externa do país, como tem sido proposto por Miguel Cadilhe.

O acesso a Medicina deveria ser feito apenas com exames de acesso. Há centenas de médias internas compradas em colégios privados.
28 de dezembro de 2015 às 14:26
Blogger Zephyrus disse...
Quando estudei Portugal era de longe o país da Europa onde mais se faziam exames de diagnósticos. Em Imagiologia, estávamos 50% acima de países ricos como a Dinamarca.

Abusamos como ninguém dos antibióticos. Somos campeões das bactérias resistentes, juntamente com os gregos.

Os cortes são importantes pois previnem abusos no consumo de medicamentos e o excesso de exames de diagnóstico desnecessários.

Falhamos na prevenção.

O consumo de álcool entre os jovens é elevadíssimo.

A incidência de HIV está a aumentar.

Todos estes comportamentos do bom povo serão pagos a peso de ouro no futuro pelo SNS.
28 de dezembro de 2015 às 14:30
Blogger Zephyrus disse...
O sistema que temos com médicos a trabalhar no privado e no público e carência de profissionais ou péssima distribuição das vagas no internato de especialidade foi parido pelos Governos de Cavaco Silva que fizeram uns favores aos médicos e a alguns médicos dentistas em prejuízo do bem comum.
28 de dezembro de 2015 às 14:32

Blogger Unknown disse...
Zephyrus,
A verdade em que este regime levou o corporativismo a alturas que o anterior regime nunca sonhou: a saúde ao serviço dos médicos, a educação ao serviço dos professores etc. etc.

Miguel D
28 de dezembro de 2015 às 15:57
Blogger Zephyrus disse...
Exacto.

Os professores lucram com o negócio das explicações, que nunca foi tão rentável como agora. Mas os programas não raras vezes ficam por cumprir. Isto merecia discussão público mas é assunto que não interessa a um Público. No tempo dos meus pais, os programas eram bem mais exigentes. Explicações? Só a Matemática, para alunos muito maus que queriam ingressar no Superior. Agora há explicações em todos os níveis de ensino a todas as disciplinas. Quando ingressei havia dezenas de alunos do Ribadouro com explicações a quase todas as disciplinas do Ensino Secundário. Alunos com média interna acima de 16. Como explodiu este negócio? Por que motivo o elevado número de aulas por semana que os alunos têm não é suficiente? Há gato escondido com rabo de fora...

Há os advogados e os seus escritórios a lucrar com prestação de serviços milionários e assessoria a um Estado que não quer contratar juristas.

O erário público está tomado por médicos, professores, advogados, sindicalistas, funcionários das empresas públicas, Misericórdias, autarquias e pelo PSI 20. O cidadão comum da República nada interessa Isto vai acabar mal.
28 de dezembro de 2015 às 16:10