segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

«Perseguir Simone no país do António »

Excertos da crónica de Alberto Gonçalves , publicada na Sábado de Janeiro 05, 2016


«Se alguém pode lutar contra a sida e descobrir uma cura, sou eu." A frase é do actor americano Charlie Sheen...»
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«...Depois disto, não surpreenderia ninguém ver a macaca do Tarzan avançar novidades acerca da conjectura de Hadwiger...»
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...«Sucede que, por um lado, a "publicidade enganosa" é quase um pleonasmo...
...alguém sinceramente acha que o perfume X transforma a esposa na Charlize Theron...»
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«Desde logo, enveredar pelo abolicionismo das intrujices implicaria não nos limitarmos a maçar a intérprete da Desfolhada e a empresa que lhe paga. O que fazer com as multidões de videntes, cartomantes, tarólogos e prestidigitadores cujas recomendações sobre emprego, amor e saúde (sim, saúde) animam as manhãs televisivas e as esperanças suburbanas?»
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«E que destino dar às ervanárias e respectivas infusões milagrosas? E com que cara se admitem devaneios em redor da homeopatia e das mezinhas "chinesas", que o Bloco de Esquerda ambiciona consagrar? A propósito, permitir a existência do BE, do PCP e do socialismo em geral não é legitimar o abuso da crendice alheia? Prometer felicidade e espalhar miséria não configura no mínimo um crime de burla, para cúmulo repetido durante décadas? »
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«Se me perguntam, respondo que "sim". E justamente porque nem todos concordam, a resposta às proibições é "não". »
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«Mas há lugares sinistros, quiçá do tamanho de um país, onde os trapaceiros mandam.»
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