sábado, 11 de agosto de 2018

Impossível viver desta forma mas não encontro o caminho de outra. Fico então em terra de ninguém , dentro de uma bola de silêncio e dúvida. Não ter um objectivo concreto , um propósito , um porto para onde me dirigir, incomoda e perturba. Sair de casa e ouvir dizer, olha lá vem o vendedor de gelados, o distribuidor de jornais , o médico , o carteiro , electricista ,empresário, o que for. Nada ! Não sei quem sou ! Se vendo ilusões ou compro enganos. Recolho-me em casa . Fico no esconderijo,meio receoso , esperando que o tempo traga uma resposta. Trago-te , pela memória, para ao pé de mim aconchegando a solidão. Não tenho paciência para o jogo social mas sei que é com os outros que se aprende e cresce. Lamento não estar ao pé de ti , poder ver o teu rosto e o teu corpo , ouvir a tua voz . Lamento estar aqui só , triste e descontente , escrevendo como panaceia para a solidão . Devia ir ter contigo ou então ir para um divã de psicanalista ou sofá de terapeuta . Assim não dá! Não vale ! A vida é demasiado curta e rápida para se perder tempo com lamúrias