O fundo monetário anda por aí. Não veio só. Fez-se acompanhar de mais dois companheiros , formando uma troika , porque o doente que vêm ver está em estado terminal e os médicos de cá não são de confiança.
Temos sido um país ingovernável , erguido em cima de múltiplas asneiras , incompetências e mentiras .
Generalizar é perigoso , mas poderei dizer , com uma boa margem de segurança , que boa parte dos portugueses, não tem carácter e por isso fácilmente cede à corrupção e à venalidade.
Andamos nisto , nesta indigência , há séculos e , para além de preocupados e receosos , estamos ao mesmo tempo esperançados , muito esperançados , que esta visita forçada da troika ponha este lugar no rumo certo .
Eternos crentes em D. Sebastião , que continua a marcar a nossa personalidade colectiva , acreditamos permanentemente num amanhã que traga o messias que nos acuda.
Não nos chegam as lições da história que nos demonstram à saciedade a nossa cavada incompetência para , no presente , salvaguardar o futuro . Preferimos esperar por um milagre , pelo milagre. É bem do nosso género preferirmos a espera pela ajuda divina e pelo apoio da Nossa Senhora de Fátima , a meter mãos à obra e fazer o que tem que ser feito , quando tem que ser feito e pelo tempo estritamente necessário para o fazer.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Chove
Finalmente chove!.
Uma chuva intensa até , cai agora sobre a terra sedenta dando - lhe a água tão necessária ao crescimento do que ela é capaz de produzir: frutos , hortaliças, vinho, batatas , etc.
Prevê - se uma semana assim, molhada e mais fria.
Uma chuva intensa até , cai agora sobre a terra sedenta dando - lhe a água tão necessária ao crescimento do que ela é capaz de produzir: frutos , hortaliças, vinho, batatas , etc.
Prevê - se uma semana assim, molhada e mais fria.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Dormindo sobre o teclado
Quase dormindo em cima do teclado , sinto que os dias não me têm trazido aquilo que julgava obter. Bem sei que é preciso paciência e sabedoria. E descanso.É isso que vou fazer: descansar.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Família
Já escrevi num outro suporte que , acabada a guerra com o Héldio iria começar a guerra com a família. E , não obstante a guerra com o primeiro ainda estar longe de terminada , já se ouve o rufar dos tambores anunciando a disputa familiar.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Help
6 de Abril - Quarta
Portugal , através do ainda primeiro-ministro , formalizou o pedido de ajuda externa em socorro da economia e das nossas finanças via fundo europeu de estabilização financeira ou seja , F.M.I.
Logo as televisões nos enchem de opiniões sábias e avisadas dos muitos entendidos na matéria que por aí proliferam.
Sócrates para além de mentiroso ou é louco ou é louco.
É incrível o contorcionismo deste indígena, é inimaginável a sua capacidade de dar o dito pelo não dito.
Mas que passos daremos com Passos?, que já se perfila no horizonte como futuro p-m.
Hoje fala-se da falta de equidade na distribuição do rendimento , nas consequências que o desemprego origina na sociedade de um modo geral e , muito particularmente , no futuro da educação dos filhos se não houver dinheiro para que eles continuem a estudar; fala-se que tem que ser em nossas casas que deve começar o combate à crise, evitando o desperdício, promovendo a eficácia, fala-se de tudo ,fala-se,fala-se...
Portugal , através do ainda primeiro-ministro , formalizou o pedido de ajuda externa em socorro da economia e das nossas finanças via fundo europeu de estabilização financeira ou seja , F.M.I.
Logo as televisões nos enchem de opiniões sábias e avisadas dos muitos entendidos na matéria que por aí proliferam.
Sócrates para além de mentiroso ou é louco ou é louco.
É incrível o contorcionismo deste indígena, é inimaginável a sua capacidade de dar o dito pelo não dito.
Mas que passos daremos com Passos?, que já se perfila no horizonte como futuro p-m.
Hoje fala-se da falta de equidade na distribuição do rendimento , nas consequências que o desemprego origina na sociedade de um modo geral e , muito particularmente , no futuro da educação dos filhos se não houver dinheiro para que eles continuem a estudar; fala-se que tem que ser em nossas casas que deve começar o combate à crise, evitando o desperdício, promovendo a eficácia, fala-se de tudo ,fala-se,fala-se...
Deus ajuda quem cedo madruga
5 de Abril - Terça
Um dia meio louco a começar muito cedo - Deus ajuda quem cedo madruga - mas a certa altura as forças faltaram , quebrei e perdi - me um pouco.
A certa altura , quando fui visitar o Zé Pedro e ver a obra da sua nova casa , parecia um velho de setenta anos , carregando pesaroso as minhas angústias e as minhas dúvidas, como se carregasse às costas o mundo inteiro, caminhando lentamente por entre a confusão instalada , própria de um estaleiro de obra.
Um dia meio louco a começar muito cedo - Deus ajuda quem cedo madruga - mas a certa altura as forças faltaram , quebrei e perdi - me um pouco.
A certa altura , quando fui visitar o Zé Pedro e ver a obra da sua nova casa , parecia um velho de setenta anos , carregando pesaroso as minhas angústias e as minhas dúvidas, como se carregasse às costas o mundo inteiro, caminhando lentamente por entre a confusão instalada , própria de um estaleiro de obra.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Ao almoço de Domingo
Cansado, uma vez mais.
Isto certamente é , não uma sensação verdadeiramente sentida , mas sim um sinal emitido pelo eu do passado que quero e tenho que mandar embora.
A toda a hora sou confrontado com esse eu que existe ainda , com esse eu de carácter pusilâmine e procrastinador .Não tem sido fácil mandá - lo embora. Foram muitos anos convencido que era um vencido e um perdedor para que de um momento para o outro se imponha o eu que eu penso ser o mais próximo de mim e que quero que vença e a todos se mostre.
Nem sempre as palavras , reflexo da alma , ajudam neste processo. Ainda muitas vezes baralho , por causa das palavras , os dois eus que existem e coabitam dentro de mim.
E com são importantes as palavras. Em certos momentos talvez mais importantes que os actos.
Hoje , ou melhor , ontem Domingo, para mim ainda há bocado , ao almoço ou mesmo antes até do almoço , num diálogo com a Carlota as palavras originaram uma acesa conversa , a roçar a discussão que , com ela , nunca leva a nada ou só leva à asneira , dado o seu carácter algo instável ,confuso e incoerente.
Acabada que julgo estar a "guerra" com o aldrabão do H. , irá começar uma outra "guerra" , desta feita com a família. Não que sejamos de guerras mas não somos é de conversar com calma e lógica, o que para mim poderá significar desgaste psicológico e mais cansaço.
Mas aí estamos para enfrentar esse novo desafio. O que é preciso é saber o que quero fazer.
Isto certamente é , não uma sensação verdadeiramente sentida , mas sim um sinal emitido pelo eu do passado que quero e tenho que mandar embora.
A toda a hora sou confrontado com esse eu que existe ainda , com esse eu de carácter pusilâmine e procrastinador .Não tem sido fácil mandá - lo embora. Foram muitos anos convencido que era um vencido e um perdedor para que de um momento para o outro se imponha o eu que eu penso ser o mais próximo de mim e que quero que vença e a todos se mostre.
Nem sempre as palavras , reflexo da alma , ajudam neste processo. Ainda muitas vezes baralho , por causa das palavras , os dois eus que existem e coabitam dentro de mim.
E com são importantes as palavras. Em certos momentos talvez mais importantes que os actos.
Hoje , ou melhor , ontem Domingo, para mim ainda há bocado , ao almoço ou mesmo antes até do almoço , num diálogo com a Carlota as palavras originaram uma acesa conversa , a roçar a discussão que , com ela , nunca leva a nada ou só leva à asneira , dado o seu carácter algo instável ,confuso e incoerente.
Acabada que julgo estar a "guerra" com o aldrabão do H. , irá começar uma outra "guerra" , desta feita com a família. Não que sejamos de guerras mas não somos é de conversar com calma e lógica, o que para mim poderá significar desgaste psicológico e mais cansaço.
Mas aí estamos para enfrentar esse novo desafio. O que é preciso é saber o que quero fazer.
domingo, 3 de abril de 2011
Vitória
Apesar do cansaço e da confusão que ainda subsiste dentro de mim , hoje , estou satisfeito! Não quero cometer o erro de cantar vitória antes do tempo dado que o meu génio algo temperamental faz com que nem sempre sopese e pondere devidamente os meus actos .
Mesmo assim , mesmo restando uma pequenina dúvida , sinto que hoje consegui uma vitória e que hoje foi dado um importante passo na minha história e também na história da minha família .Foi inscrito um registo significativo no que toca à reposição da verdade e da dignidade de todos nós , muito particularmente da minha mãe e , claro está, também minha.
Não desejo mal a ninguém mas não estimo nem nutro o mais pequeno apreço por aqueles que traem , enganam , usurpam , mentem , agem de má-fé. Sempre que possível quero esse tipo de gente bem longe de mim.
Hoje consegui , tudo me leva a acreditar nisso, pôr termo a uma situação aberrante que durava há tempo demais; hoje acabei com uma injustiça que nunca devia ter acontecido.
O H. deixou de trabalhar estas terras.
Mesmo assim , mesmo restando uma pequenina dúvida , sinto que hoje consegui uma vitória e que hoje foi dado um importante passo na minha história e também na história da minha família .Foi inscrito um registo significativo no que toca à reposição da verdade e da dignidade de todos nós , muito particularmente da minha mãe e , claro está, também minha.
Não desejo mal a ninguém mas não estimo nem nutro o mais pequeno apreço por aqueles que traem , enganam , usurpam , mentem , agem de má-fé. Sempre que possível quero esse tipo de gente bem longe de mim.
Hoje consegui , tudo me leva a acreditar nisso, pôr termo a uma situação aberrante que durava há tempo demais; hoje acabei com uma injustiça que nunca devia ter acontecido.
O H. deixou de trabalhar estas terras.
terça-feira, 29 de março de 2011
Lei, que lei?
O ser humano é complexo , isso todos nós sabemos.
Não é só nos domínios da psiquiatria, psicologia , sociologia , medicina ou filosofia que se fica a perceber essa complexidade. Na leitura de informação jurídica e de alguma legislação ficamos também com clara percepção dessa complexidade e por isso entendo a intrincada malha que a Lei tece para poder enquadrar o comportamento humano mas , c'o diabo não seria possível simplificar? será que tentar captar o detalhe da acção humana pela luz da lei será bom caminho?
Fico com a ideia que neste país , à complexidade natural do ser humano , se acresceu uma irracional e desmedida complexidade ao edifício legislativo e jurídico tornando -o num labirinto kafkiano , perigoso e ameaçador dos direitos , principalmente dos mais fracos.
Não será só por aqui com certeza que a teia da lei é complicada , mas fico com uma carregada impressão que por cá a coisa toma proporções gigantescas no que à confusão diz respeito.
Fico com a ideia que as portas ficam abertas para tudo. Para o sim e para o não , em simultâneo.
Depois é o descalabro que a toda a hora vimos noticiado na televisão e nos jornais. Acções , recursos e mais recursos até à exaustão ou ao esquecimento.Até que o tempo nos esgote.
Não é só nos domínios da psiquiatria, psicologia , sociologia , medicina ou filosofia que se fica a perceber essa complexidade. Na leitura de informação jurídica e de alguma legislação ficamos também com clara percepção dessa complexidade e por isso entendo a intrincada malha que a Lei tece para poder enquadrar o comportamento humano mas , c'o diabo não seria possível simplificar? será que tentar captar o detalhe da acção humana pela luz da lei será bom caminho?
Fico com a ideia que neste país , à complexidade natural do ser humano , se acresceu uma irracional e desmedida complexidade ao edifício legislativo e jurídico tornando -o num labirinto kafkiano , perigoso e ameaçador dos direitos , principalmente dos mais fracos.
Não será só por aqui com certeza que a teia da lei é complicada , mas fico com uma carregada impressão que por cá a coisa toma proporções gigantescas no que à confusão diz respeito.
Fico com a ideia que as portas ficam abertas para tudo. Para o sim e para o não , em simultâneo.
Depois é o descalabro que a toda a hora vimos noticiado na televisão e nos jornais. Acções , recursos e mais recursos até à exaustão ou ao esquecimento.Até que o tempo nos esgote.
domingo, 27 de março de 2011
Reveses da fortuna
Um tanto derrotista , é como me encontro agora. Derrotista mas não derrotado, assim quero crer, assim terá que ser.
Descobrir que em vez de um homem de confiança existe um filho da puta , um velhaco , um impostor , um parlapatão - estaria toda a noite a adjectivar o indígena - não tem sido fácil. Não tem sido fácil , pelo facto em si e pelos danos colaterais que causa , nomeadamente no relacionamento com a família. A situação agrava - se mais uma vez que o meu sangue aquece e volta e meia perco as estribeiras , perdendo o norte , perdendo o tino , perdendo , por consequência , tempo.
Descobrir que em vez de um homem de confiança existe um filho da puta , um velhaco , um impostor , um parlapatão - estaria toda a noite a adjectivar o indígena - não tem sido fácil. Não tem sido fácil , pelo facto em si e pelos danos colaterais que causa , nomeadamente no relacionamento com a família. A situação agrava - se mais uma vez que o meu sangue aquece e volta e meia perco as estribeiras , perdendo o norte , perdendo o tino , perdendo , por consequência , tempo.
domingo, 20 de março de 2011
Solavancos
Aos solavancos é como me sinto a caminhar mas , do mal o menos , sinto - me a caminhar. Sempre adiei tudo , tudo mesmo , na esperança de um amanha melhor , de um momento mais adequado para fazer as coisas , daquela altura certa.
Sinto que chegou a hora de deixar de adiar , porque essa atitude redunda numa desistência de tudo. Entre outras consequências este meu comportamento fez com me sinta só e , pior do que isso, tornou - me num solitário , quase eremita . Não há razões para isso . Nada justifica essa atitude , de nada , nada mesmo , me serve a continuidade dessa atitude.
Amanhã - que é sempre longe demais - irei falar com o H. e dizer - lhe que acabou a festa , o regabofe , o desnorte , enfim , o viver à custa de coisa alheia.
Sinto que chegou a hora de deixar de adiar , porque essa atitude redunda numa desistência de tudo. Entre outras consequências este meu comportamento fez com me sinta só e , pior do que isso, tornou - me num solitário , quase eremita . Não há razões para isso . Nada justifica essa atitude , de nada , nada mesmo , me serve a continuidade dessa atitude.
Amanhã - que é sempre longe demais - irei falar com o H. e dizer - lhe que acabou a festa , o regabofe , o desnorte , enfim , o viver à custa de coisa alheia.
sábado, 5 de março de 2011
Exausto
Há uma linha ténue a separar o bem do mal ,o bem estar do mal estar. É nesse lugar que me encontro agora. Perto de estar feliz, perto de estar triste. Próximo de estar contente, próximo de estar zangado.
Muito se deve ao facto de estar cansado. O esforço fisico desta semana , aliado a algum stress fizeram com que o discernimento soçobrasse e a lucidez se afastasse um pouco.
Valerá a pena este caminho? A pergunta ergue-se por cima de tudo.
Tenho deixado de lado alguma coisa para me entregar a um projecto cujos contornos ainda não consigo perceber na plenitude.
Muito se deve ao facto de estar cansado. O esforço fisico desta semana , aliado a algum stress fizeram com que o discernimento soçobrasse e a lucidez se afastasse um pouco.
Valerá a pena este caminho? A pergunta ergue-se por cima de tudo.
Tenho deixado de lado alguma coisa para me entregar a um projecto cujos contornos ainda não consigo perceber na plenitude.
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