segunda-feira, 4 de março de 2013

Su

Adoraria ficar contigo, Su.
És bem disposta , alegre , prática , inteligente e bonita.
Lidas bem com as emoções , nas tuas dúvidas, sabes o que queres. És elegante , menina quantas vezes , mulher feita na cama e na vida.

Gostava de ficar contigo, Su mas receio que não sejas a mulher que procuro, receio que não sejas a tampa certa para esta cada vez mais velha panela.

Sofro, Su , sofro de pensar em perder-te, sofro ao pensar em não mais ver-te , mas sofro também quando estou contigo, quando vivo contigo, quando partilho contigo os minutos , as horas ,os dias .
E este mal-estar é insuportável, não consigo viver com ele , não aguento tão grande desconforto.

Antes de ti , Su, podia não ser feliz , podia não saber nada sobre a partilha , o amor , o riso em comum,mas conseguia viver , tinha até momentos de esperança.  Agora não. Não consigo pensar. Vivo todos os dias numa confusão angustiante. Ando perdido , sem saber o que fazer com as mãos , com o corpo , com o pensamento.

(27 de Dezembro de 2012 )

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dúvidas

Se a Su me engana com o outro - o Zé Mário - como fico quando não sei se a quero e se a amo?!; a verdade é que fico furioso com a ideia de ela estar com ele.Porquê?! ...

...porque ninguém gosta de se sentir enganado,ponto.Ninguém gosta de se sentir enganado , ponto.... ouve-se de uma voz vinda lá do fundo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Aniversário

Acordei com um dia cinzento e chuvoso a meu lado.
No céu, nuvens carregadas de lágrimas , que se vão desprendendo para se virem a infiltrar dentro da terra quieta  e passiva que as vai recebendo , porventura agradecida.

Não queria , porque hoje faço anos , mas pairam também dentro de mim umas nuvens cinzentas de apreensão e inquietude.

Já passam,digo-me a mim mesmo,já passam...

domingo, 30 de setembro de 2012

Adiar

Apanhado nas malhas da procrastinação,estou a ser  arrastado para o fundo...

Guerra


Os povos matam - se entre si por força dos sentimentos pátrios que unem , quase umbilicalmente , os homens ao pedaço de terra onde nasceram e cresceram.

Impressiona! Sempre me impressionou esta tremenda força que faz com que a terra se sobreponha à vida e ao sangue e , por causa dela, o ser humano  o faça jorrar na sua superfície , regando -a , como se de um tributo se tratasse .

Fatal e terrível tributo esse...


Das guerras que a televisão não se coíbe de nos fazer chegar ao conhecimento ,  veio o meu pavor pelo  sangue derramado nos campos de batalha mas , simultaneamente , a profunda  admiração por aqueles que , quase sempre não questionados , tiveram ( e têm )  que dar o seu corpo e a sua vida , ao serviço de interesses que os ultrapassam , quantas vezes sórdidamente estabelecidos.

A guerra é uma incompreensível infâmia , uma enorme violentação do ser humano mas  que ele próprio estabelece e quantas vezes fomenta , ora em nome  da liberdade subjugada  ora das religiosas ou políticas convicções , ora em nome do sacrossanto Território , que normalmente tem  mais força que a própria vida , ora ainda em nome do vil e incontornável dinheiro.

domingo, 16 de setembro de 2012

R

Os poços secaram e há muito que a água deixou de correr nos riachos e ribeiros deste lugar onde hoje habito. O que não secou foi o desejo e vontade de tocar os teus lábios húmidos

terça-feira, 5 de junho de 2012

S

Enquanto te imaginei esculpida nas paredes do meu sonho, fui feliz.

Na viagem , só pensei em ti e então o verde parecia mais verde e as flores sorriam dos jardins com um resplandecente sorriso nas pétalas.

domingo, 15 de abril de 2012

A influência da Lua

Uma Primavera algo instável e fria traz consigo , apesar disso , umas abertas de sol e calor por onde os pássaros aproveitam para dançar e cantar quando andam em busca do seu alimento diário. Há já uns dias que faz um vento agitado e arreliador , consequência da instabilidade provocada , quiçá pelo minguante da Lua que  , pese embora ser muitas vezes esquecida pelo homem atarefado e ocupado com a sua vida , continua a exercer a sua determinante influência no planeta Terra da qual é satélite inseparável.

A nossa vida ou vidinha , o nosso trajecto , colectivo e individual , principalmente este ultimo , é na verdade uma grande ilusão , como por muitos já foi dito. Acabará um dia , quando o anjo da morte vier com a sua gadanha , pronto a ceifar definitavemente o trigo vital que todos os dias cresce e morre dentro de nós.
Devemos ficar irritados ou revoltados com isso?!...Devemos , em alternativa , cruzar os braços e esperar que a esquelética e negra figura venha ter connosco?!... Não , claro que não. Nem uma coisa nem outra. Paremos um pouco e ouçamos os pássaros a chilrear felizes , mesmo que o vento sopre com mais força numa Primavera cinzenta , observemos as flores a surgirem com vigor imparável nas árvores e aguardemos pelo dia em que serão fruto , reparemos no sorriso inocente da criança a brincar ou quando se sente protegida pelos seus progenitores, escutemos o barulho das ondas a adormecerem na areia da praia , sintamos o coração apaziaguado e feliz do nosso amor,...

Eu , que já andei na escuridão e derramei lágrimas de tristeza cinzenta , digo hoje que se viva a ilusão , que se respirem profundamente os aromas que a vida liberta e se tente ser amigo e companheiro do próximo - pessoa , animal ou vegetal - com um sorriso de esperança rendilhado no rosto.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Domingo

Um dia cinzento e sem graça a juntar a uns tantos outros que tenho tido ultimamente.

Interrogo - me com alguma ansiedade como vou sair desta situação e não encontro uma resposta , nem vislumbro qualquer saída.

A falta de animo apoderou-se de tal forma de mim que parce ser mais um cobertor quente do que uma fria paragem de autocarro num dia de inverno.Parece que me quer agarrar ao invés de eu o querer largar.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Beco sem saída?

Ao longo da vida já tive momentos em que me senti encostado às cordas, quer dizer , em que me senti sem saída , digamos que , encurralado.

É o que sinto neste preciso momento , neste primeiro dia de Dezembro , em que apesar de não estar um frio de rachar , o tempo não convida própriamente a sair de casa.

Não sei o que fazer com a minha vida. Esse é o grande problema.

Devolvi , com grande desgosto , o Bogas o que foi certamente mais um acto que reflecte o meu actual estado de indecisão relativamente a quase tudo. Além disso ,a casa ficou mais vazia, perdeu vida e eu , uma companhia.

No sábado passado tive uma conversa curta mas marcante com o Carlos Canoto sobre as contas relacionadas com os trabalhos que ele aqui tem feito. Desconfio que nada mais será como dantes o que pode ser mau e prejudicial para a manutenção quer do Forte quer da Ladeira, as propriedades da familía.