A esquerda entrou no caminho da despersonalização das sociedades ocidentais, como se de um suicídio intelectual colectivo se tratasse. A esquerda é, hoje em dia, um fenómeno de psico-patologia
(Comentário de Freitas João Pedro a um post de Jorge Costa - FB 6/1/16 )
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
António Ribeiro - 4.1.16 (FB)
A MINHA HIPÓTESE DE DEUS
Acredito na hipótese de Deus, mas não acredito que Ele exista. A ideia de que evoluímos como espécie, muito por cima do nosso ecosistema, por causa d'Ele, aborrece-me por ser científica e filosoficamente inviável. Tomara eu!
Acredito que os humanos são também alforrecas, embora de dimensão superior. E que há demasiados mundos dentro do nosso mundo, e lá por fora da galáxia, para que Ele exista e se imponha a todos esse mundos e dimensões.
A ideia de religião é um conforto metafísico e dá sentido à vida, mas não passa de um consolo para quem sabe que vai morrer. Em termos cósmicos, a nossa vida pessoal é apenas um suspiro, de tão breve que é.
Sim, sou a favor dos valores humanistas universais, como a justiça, o amor, a bondade, o respeito, a igualdade, a caridade desinteressada. Sim, aceito que outros pensem diferentemente de mim.
Mas também reconheço duas coisas.
Uma, positiva, é que a ideia de Deus e de Cristo é enformadora da nossa civilização ocidental, baseada nos direitos humanos e na responsabilidade individual e social. Por isso perdoo as Cruzadas e as Inquisições e todos os exageros que hoje surpreendemos noutras crenças mais primárias, que não dão valor aos direitos humanos e ao papel das mulheres na sociedade .
Outra, negativa, é que a ideia de Deus continua a ser responsável pelas maiores barbáries morais e civilizacionais do mundo contemporâneo. Reflictam no que se passa actualmente em boa parte do mundo islâmico, que tão bem conheço por dentro.
A outra dimensão metafísica do ser humano não pode reconduzir-se a ideias de vingança, castigo, sofrimento e matança. Tem de habitar muito acima e muito mais à frente. Um Deus que castiga, que é vingativo, que parqueia as almas nos purgatórios imaginários, que corta cabeças, que invoca textos antigos para legitimar as mais bárbaras arbitrariedades é um Deus que não me interessa.
Aceito a hipótese metafísica de um Deus superior, que seja emanação do Homem e que o ajude a orientar-se por valores morais. Gosto muito da figura do Papa Francisco, que tanto tem feito por esta ideia difusa que é minha e que surgiu agora porque a Humanidade não aguenta tanta pressão do passado e tanta infelicidade no presente.
Valha-me Deus!
Paula Maldobnado - 30.12.2015 (FB)
Agradecimento e votos de um excelente Ano Novo(.Carta de um amigo especialmente querido)
-Aos que me entenderam, aos que me fizeram rir, aos que choraram comigo, aos que me ensinaram tudo o que não sabia e que estão sempre disponíveis, aos que me abraçaram, aos que me socorreram, aos que me incentivaram, aos que trabalharam comigo para sucessos comuns, aos que me olharam nos olhos e disseram que errei, aos que aplaudiram quando cumpri bem uma missão, aos que me empurram para a frente quando vacilo, aos que confiaram em mim, aos que me fazem sentir bem-vindo todos os dias, aos que repartem comigo alegrias e tristezas, aos que me são leais porque sabem que sou leal, aos que não me mentem, aos que não me bajulam, aos que me berram quando é preciso, aos que sabem ler a minha alma nos meus olhos, aos que entendem as minhas dores, aos que esperam por mim quando desço aos escadas devagar, aos que partilham cumplicidades, aos que aturam o meu mau feitio, aos que sabem que não sou de rancores, aos que respeitam os meus cabelos brancos e os dias maus, aos que não vão desistir de mim e aos que poderei desiludir. Obrigado. Que o vosso Ano Novo seja tudo isto e tudo o mais que vos possa fazer mais felizes e, ainda mais saudáveis.
Bem hajas pela tua delicada delicadeza comigo e, que assim possamos continuar, sempre, pela vida fora!
Votos de um Bom Ano Novo, extensivo a todos os que te são
muito queridos.Beijo
Bem hajas pela tua delicada delicadeza comigo e, que assim possamos continuar, sempre, pela vida fora!
Votos de um Bom Ano Novo, extensivo a todos os que te são
muito queridos.Beijo
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Roubado a Daniel Zamith Abreu FB , 4 Jan 2016
Existe uma coisa vaga e misteriosa chamada a atitude perante a vida.
Todos conhecemos pessoas que estão em conflito com a existência; pessoas infelizes que nunca conseguem o que querem; que estão desorientadas, a queixarem-se, que olham a vida de um ângulo desconfortável que as faz ver tudo de esguelha.
E depois há outras que, embora dêem a impressão de estar perfeitamente satisfeitas, parecem ter perdido o contacto com a realidade. Não se interessam por nada a não ser as v...icissitudes da sua própria saúde e os altos e baixos do pretensiosismo social.
Todos conhecemos pessoas que estão em conflito com a existência; pessoas infelizes que nunca conseguem o que querem; que estão desorientadas, a queixarem-se, que olham a vida de um ângulo desconfortável que as faz ver tudo de esguelha.
E depois há outras que, embora dêem a impressão de estar perfeitamente satisfeitas, parecem ter perdido o contacto com a realidade. Não se interessam por nada a não ser as v...icissitudes da sua própria saúde e os altos e baixos do pretensiosismo social.
Há, contudo, outras que por natureza ou por força das circunstâncias, se colocam numa posição em que podem usar ao máximo as suas faculdades nas coisas que são realmente importantes. Não são necessariamente pessoas felizes ou de sucesso, mas a sua presença é estimulante e as suas acções interessantes. Parecem, além disso, palpitar de vida, o que pode dever-se em parte às circunstâncias, mas muito mais ao facto de não verem as coisas do ângulo errado, todas de esguelha, distorcidas pela bruma, mas sim escorreitas, a direito e com as proporções certas;
Virginia Wolf, in "A Poesia, a Ficção e o Futuro".
Virginia Wolf, in "A Poesia, a Ficção e o Futuro".
Charutos
E diz Romeu a Julieta: Senhora, Monte, Cristo, Monte... não se Cohiba...
( lido num comentário no FB )
( lido num comentário no FB )
domingo, 3 de janeiro de 2016
Roubado a :365forte.blogs.sapo.pt
«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.» Ortega y Gasset
sábado, 2 de janeiro de 2016
"Amanhã" - Miguel Esteves Cardoso / Público de 31.12.2015
Nós não mudamos, 2016. Mas tu vais tentar mudar-nos
Com que então é amanhã que começas tu, 2016... Diz-nos lá que gracinhas é que estás a preparar para a gente, vá.
Que tragédias novinhas tens tu na manga? Com que esperados e inesperados horrores tencionas tu fazer-nos desejar que acabes depressa e deixes avançar o raio do ano de 2017?
Caso se repetissem as desgraças de 2015 estaríamos nós mais preparados para impedi-las, minimizá-las ou aprender fosse o que fosse com elas? Ou não?
Porque não aprendemos já que o futuro nunca chega a acontecer e que basta ir aos jornais do fim de 1915 ou 1965 para percebermos que o presente é ainda mais difícil de sacudir do que o passado?
Nós não mudamos, 2016. Mas tu vais tentar mudar-nos. Vais-nos dar até a sensação de estarmos sempre a mudar, como se fôssemos capazes de acompanhar os acontecimentos que nos caem em cima ou, se tivermos boa sorte, ao lado.
Não serás tu, ano novo só de nome, que nos protegerás da indiferença, do egoísmo e da mania que temos razão e que sabemos o que andamos aqui a fazer.
Não poderíamos trocar as tuas cada vez menos aliciantes incertezas por uma simples repetição de dois ou três momentos bons de 2015? Ou um até? Ou nenhum?
Cada vez a novidade encanta-nos mais durante um tempo cada vez mais pequeno. Com cada ano que passa a novidade engana-nos menos. E aproxima-nos mais da verdade que mais temíamos: a nossa.
Começa lá tu então amanhã, 2016. Não queiras fingir que começamos contigo. E, enquanto puderes, deixa-nos em paz.
Com que então é amanhã que começas tu, 2016... Diz-nos lá que gracinhas é que estás a preparar para a gente, vá.
Que tragédias novinhas tens tu na manga? Com que esperados e inesperados horrores tencionas tu fazer-nos desejar que acabes depressa e deixes avançar o raio do ano de 2017?
Caso se repetissem as desgraças de 2015 estaríamos nós mais preparados para impedi-las, minimizá-las ou aprender fosse o que fosse com elas? Ou não?
Porque não aprendemos já que o futuro nunca chega a acontecer e que basta ir aos jornais do fim de 1915 ou 1965 para percebermos que o presente é ainda mais difícil de sacudir do que o passado?
Nós não mudamos, 2016. Mas tu vais tentar mudar-nos. Vais-nos dar até a sensação de estarmos sempre a mudar, como se fôssemos capazes de acompanhar os acontecimentos que nos caem em cima ou, se tivermos boa sorte, ao lado.
Não serás tu, ano novo só de nome, que nos protegerás da indiferença, do egoísmo e da mania que temos razão e que sabemos o que andamos aqui a fazer.
Não poderíamos trocar as tuas cada vez menos aliciantes incertezas por uma simples repetição de dois ou três momentos bons de 2015? Ou um até? Ou nenhum?
Cada vez a novidade encanta-nos mais durante um tempo cada vez mais pequeno. Com cada ano que passa a novidade engana-nos menos. E aproxima-nos mais da verdade que mais temíamos: a nossa.
Começa lá tu então amanhã, 2016. Não queiras fingir que começamos contigo. E, enquanto puderes, deixa-nos em paz.
"O país dos saqueadores " de Daniel Adrião ( revista Sábado de 31.12.2015)
Dezembro 31, 2015
Foi preciso esperar até ao final de 2015 para que os portugueses finalmente descobrissem as verdadeiras razões que os levou a ter de cumprir uma pena de quatro anos e meio de trabalhos forçados. Hoje é claro que os penosos sacrifícios a que os portugueses foram condenados, sem apelo nem agravo, se destinaram a pagar as operações de saque perpetradas por um bando de malfeitores e fora-de-lei, financiado por um sistema bancário sem rei nem roque.
Agora percebe-se melhor a sangria desatada dos banqueiros, quando em Maio de 2011, para salvar a sua própria pele, forçaram o país a uma rendição incondicional aos credores, fazendo um xeque-mate ao então governo, provocando uma crise política sem precedentes e criando as condições propicias para a subida ao poder de um governo que teve como principal missão culpabilizar os portugueses pela crise do sistema bancário e colocar-lhes em cima a canga dos prejuízos.
Depois do BPN, do BPP e do BES, foi preciso esperar pelo Natal pós-PàF, para que nos saísse na rifa a fava do Banif. Uma conta de 3 mil milhões de euros de prejuízos causados por uma gestão ruinosa, cuja falência foi deliberadamente ocultada e empurrada para depois das eleições e que atingiu foros de tal escândalo, que o próprio Presidente do Loyds Bank, Horta Osório, veio a terreiro exigir uma auditoria externa à governação do banco. Mas o problema maior é que as más notícias podem não ter sido ainda todas dadas, uma vez que há fortes desconfianças que haja mais "esqueletos escondidos no armário" do sistema financeiro português. Isto é, pode haver mais bancos falidos fechados no cofre-forte do Banco de Portugal à espera da melhor oportunidade para pedir resgate.
Até ver, a factura paga pelos contribuintes para salvar o sistema bancário já vai em mais de 13 mil milhões de euros. Um valor que é sensivelmente o dobro de tudo o que foi espoliado aos portugueses só em cortes nos salários e nas pensões ao longo dos últimos quatro anos e meio.
Até ver, a factura paga pelos contribuintes para salvar o sistema bancário já vai em mais de 13 mil milhões de euros. Um valor que é sensivelmente o dobro de tudo o que foi espoliado aos portugueses só em cortes nos salários e nas pensões ao longo dos últimos quatro anos e meio.
Mas os portugueses ficaram esta semana a saber, que contrariamente àquilo que lhes tinham feito crer, não é forçoso que a falência dos bancos tenha de ser integralmente paga pelos bolsos dos contribuintes. A decisão tomada esta semana de chamar os grandes investidores do BES, até agora a salvo, a pagar parte dos prejuízos do banco, para que os pequenos investidores possam ser ressarcidos das suas perdas, é a prova de que é possível evitar que seja sempre o justo a pagar pelo pecador.
De uma coisa não restam dúvidas, o pais tem vindo a ser copiosamente saqueado, quer interna quer externamente ao longo destes últimos anos. O resgate que nos foi imposto pelo sindicato dos banqueiros, tem-se vindo a revelar um negocio chorudo para os credores. Este ano a troika de credores vai receber, só em juros, quase 9 mil milhões de euros. Isto é, cerca de 5% do PIB. O que faz de Portugal o país da União Europeia que mais gasta com juros em percentagem do PIB. Mais do que a própria Grécia.
De uma coisa não restam dúvidas, o pais tem vindo a ser copiosamente saqueado, quer interna quer externamente ao longo destes últimos anos. O resgate que nos foi imposto pelo sindicato dos banqueiros, tem-se vindo a revelar um negocio chorudo para os credores. Este ano a troika de credores vai receber, só em juros, quase 9 mil milhões de euros. Isto é, cerca de 5% do PIB. O que faz de Portugal o país da União Europeia que mais gasta com juros em percentagem do PIB. Mais do que a própria Grécia.
Talvez assim seja mais fácil de compreender porque razão Portugal é, segundo a OCDE, um dos países mais pobres e desiguais do mundo. E já não são só as organizações internacionais a dizê-lo, são também os próprios bancos.
De acordo com um estudo recente do banco americano Morgan Stanley, Portugal é o campeão da desigualdade entre os países desenvolvidos. Entre os 20 países que foram estudados, Portugal é aquele que regista os maiores índices de desigualdade, por obter classificações negativas em praticamente todas as componentes do índice, que mede, designadamente: a desigualdade na distribuição do rendimento; a dispersão salarial, que leva em conta factores como a variação real dos salários ou a desigualdade de género; a inclusão no mercado de trabalho, que leva em conta factores como o desemprego jovem, o trabalho parcial involuntário ou o desemprego dos mais qualificados; os serviços de saúde fornecidos à população; e o acesso à economia digital.
Para aqueles que possam estar preocupados com o eventual impacto negativo que a recente decisão de fazer os grandes investidores pagar os prejuízos do BES, possa ter na atração de investimento estrangeiro para Portugal, é bom que saibam que o que diz o estudo do Morgan Stanley é que os níveis de desigualdade de um país contam para as opções de investimento. O que segundo o banco, se explica pelo facto de a desigualdade alterar a distribuição do consumo e das poupanças, assim como da alocação dos recursos. Segundo alerta o estudo do banco americano: "Se a distribuição é demasiado desigual ao longo do tempo, com uma diferença crescente e persistente entre os que estão no topo e na base da escala, impede a participação generalizada nos ganhos de bem-estar com o crescimento e, a prazo, arrisca-se a corroer a estrutura económica e social de um país". Os analistas do banco alertam ainda para a possibilidade de ocorrência de disrupções nos modelos de negócios e no consenso social, conduzindo a erros de política.
Quando bancos como o Morgan Stanley, insuspeitos de simpatias keynesianas, afirmam preto no branco que a desigualdade é inimiga do investimento e que Portugal está no topo da escala, percebemos melhor o efeito devastador que teve no país a mono-agenda de empobrecimento que marcou os últimos quatro anos e meio.
É por isso tudo isto, que depois do que se passou recentemente com o Banif, ninguém estará disponível para voltar a aceitar que mais dinheiro dos espoliados contribuintes sirva para salvar bancos. Daqui para a frente os saqueadores vão ter de ser obrigados a pagar o prejuízo dos bancos com o produto do saque. Vão ter de aprender que a vida custa a todos, principalmente aos mais pobres.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Comentários "roubados" ao portaldaloja.blogspot , a propósito de um texto de José , publicado em 27 de dezembro de 2015 , acerca do eventual fim do Público:
Zephyrus disse...
Como médico aqui o anonimato permite dizer o que penso.
O SNS deve ser parcialmente privatizado.
Devem evitar-se ao máximo acordos pagos pelo Estado com o sector privado.
Os médicos que ficarem no SNS devem trabalhar em regime de exclusividade e os salários devem subir assumindo valores que o país possa pagar.
As classes médias devem pagar mais pelo acesso à Saúde após a Reforma do sistema.
Um cirurgião de um hospital universitário pode ser simultaneamente professor numa faculdade de Medicina e trabalhar no sector privado?
Os ciclos básicos de Medicina das regiões autónomas e o curso do Algarve devem ser encerrados.
O número de vagas não deve exceder a capacidade de formação de internos de especialidade.
A Ordem deve ser extinta.
Na privatização parcial a ADSE é estendida a todos os portugueses e os centros de saúde vendidos a médicos. Cada médico não deve ter mais de x centros de saúde, como sucede nas farmácias. Os impostos em contrapartida baixam. O dinheiro das vendas vai para um fundo para reduzir a dívida externa do país, como tem sido proposto por Miguel Cadilhe.
O acesso a Medicina deveria ser feito apenas com exames de acesso. Há centenas de médias internas compradas em colégios privados.
Zephyrus disse...
Quando estudei Portugal era de longe o país da Europa onde mais se faziam exames de diagnósticos. Em Imagiologia, estávamos 50% acima de países ricos como a Dinamarca.
Abusamos como ninguém dos antibióticos. Somos campeões das bactérias resistentes, juntamente com os gregos.
Os cortes são importantes pois previnem abusos no consumo de medicamentos e o excesso de exames de diagnóstico desnecessários.
Falhamos na prevenção.
O consumo de álcool entre os jovens é elevadíssimo.
A incidência de HIV está a aumentar.
Todos estes comportamentos do bom povo serão pagos a peso de ouro no futuro pelo SNS.
Zephyrus disse...
O sistema que temos com médicos a trabalhar no privado e no público e carência de profissionais ou péssima distribuição das vagas no internato de especialidade foi parido pelos Governos de Cavaco Silva que fizeram uns favores aos médicos e a alguns médicos dentistas em prejuízo do bem comum.
Unknown disse...
Zephyrus,
A verdade em que este regime levou o corporativismo a alturas que o anterior regime nunca sonhou: a saúde ao serviço dos médicos, a educação ao serviço dos professores etc. etc.
Miguel D
Zephyrus disse...
Exacto.
Os professores lucram com o negócio das explicações, que nunca foi tão rentável como agora. Mas os programas não raras vezes ficam por cumprir. Isto merecia discussão público mas é assunto que não interessa a um Público. No tempo dos meus pais, os programas eram bem mais exigentes. Explicações? Só a Matemática, para alunos muito maus que queriam ingressar no Superior. Agora há explicações em todos os níveis de ensino a todas as disciplinas. Quando ingressei havia dezenas de alunos do Ribadouro com explicações a quase todas as disciplinas do Ensino Secundário. Alunos com média interna acima de 16. Como explodiu este negócio? Por que motivo o elevado número de aulas por semana que os alunos têm não é suficiente? Há gato escondido com rabo de fora...
Há os advogados e os seus escritórios a lucrar com prestação de serviços milionários e assessoria a um Estado que não quer contratar juristas.
O erário público está tomado por médicos, professores, advogados, sindicalistas, funcionários das empresas públicas, Misericórdias, autarquias e pelo PSI 20. O cidadão comum da República nada interessa Isto vai acabar mal.
Zephyrus disse...O SNS deve ser parcialmente privatizado.
Devem evitar-se ao máximo acordos pagos pelo Estado com o sector privado.
Os médicos que ficarem no SNS devem trabalhar em regime de exclusividade e os salários devem subir assumindo valores que o país possa pagar.
As classes médias devem pagar mais pelo acesso à Saúde após a Reforma do sistema.
Um cirurgião de um hospital universitário pode ser simultaneamente professor numa faculdade de Medicina e trabalhar no sector privado?
Os ciclos básicos de Medicina das regiões autónomas e o curso do Algarve devem ser encerrados.
O número de vagas não deve exceder a capacidade de formação de internos de especialidade.
A Ordem deve ser extinta.
Na privatização parcial a ADSE é estendida a todos os portugueses e os centros de saúde vendidos a médicos. Cada médico não deve ter mais de x centros de saúde, como sucede nas farmácias. Os impostos em contrapartida baixam. O dinheiro das vendas vai para um fundo para reduzir a dívida externa do país, como tem sido proposto por Miguel Cadilhe.
O acesso a Medicina deveria ser feito apenas com exames de acesso. Há centenas de médias internas compradas em colégios privados.
28 de dezembro de 2015 às 14:26
Zephyrus disse...Abusamos como ninguém dos antibióticos. Somos campeões das bactérias resistentes, juntamente com os gregos.
Os cortes são importantes pois previnem abusos no consumo de medicamentos e o excesso de exames de diagnóstico desnecessários.
Falhamos na prevenção.
O consumo de álcool entre os jovens é elevadíssimo.
A incidência de HIV está a aumentar.
Todos estes comportamentos do bom povo serão pagos a peso de ouro no futuro pelo SNS.
28 de dezembro de 2015 às 14:30
Zephyrus disse...
28 de dezembro de 2015 às 14:32
Unknown disse...A verdade em que este regime levou o corporativismo a alturas que o anterior regime nunca sonhou: a saúde ao serviço dos médicos, a educação ao serviço dos professores etc. etc.
Miguel D
28 de dezembro de 2015 às 15:57
Zephyrus disse...Os professores lucram com o negócio das explicações, que nunca foi tão rentável como agora. Mas os programas não raras vezes ficam por cumprir. Isto merecia discussão público mas é assunto que não interessa a um Público. No tempo dos meus pais, os programas eram bem mais exigentes. Explicações? Só a Matemática, para alunos muito maus que queriam ingressar no Superior. Agora há explicações em todos os níveis de ensino a todas as disciplinas. Quando ingressei havia dezenas de alunos do Ribadouro com explicações a quase todas as disciplinas do Ensino Secundário. Alunos com média interna acima de 16. Como explodiu este negócio? Por que motivo o elevado número de aulas por semana que os alunos têm não é suficiente? Há gato escondido com rabo de fora...
Há os advogados e os seus escritórios a lucrar com prestação de serviços milionários e assessoria a um Estado que não quer contratar juristas.
O erário público está tomado por médicos, professores, advogados, sindicalistas, funcionários das empresas públicas, Misericórdias, autarquias e pelo PSI 20. O cidadão comum da República nada interessa Isto vai acabar mal.
28 de dezembro de 2015 às 16:10
domingo, 27 de dezembro de 2015
Num instante
Talvez ainda não fossem quatro da tarde, estava calor , eu andava cá fora , com uma t-shirt azul suada , quando ela veio ter comigo e me disse :
- Vou-me embora .
Disse aquilo assim , sem mais , e deixou-me sozinho . Em silêncio, vi-a a caminhar pela álea que vai do jardim ao portão , até que deixei de a avistar. Uma rajada de vento moveu os longo ramos do chorão.
- Vou-me embora .
Disse aquilo assim , sem mais , e deixou-me sozinho . Em silêncio, vi-a a caminhar pela álea que vai do jardim ao portão , até que deixei de a avistar. Uma rajada de vento moveu os longo ramos do chorão.
Don't Control Your Anger, Transform It
All the moralists try to change man on the periphery. Your character is the periphery: you don't bring any character into the world, you come absolutely characterless, a blank sheet, and all that you call your character is written by others. Your parents, society, teachers, teachings -- all are conditionings. You come as a blank sheet, and whatsoever is written on you comes from others; so unless you become a blank sheet again you will not know what nature is, you will not know what Brahma is, you will not know what Tao is.
So the problem is not how to have a strong character, the problem is not how to attain no-anger, how not to be disturbed -- no, that is not the problem. The problem is how to change your consciousness from the periphery to the centre. Then suddenly you see that you have always been calm. Then you can look at the periphery from a distance, and the distance is so vast, infinite, that you can watch as if it is not happening to you. In fact, it never happens to you. Even when you are completely lost in it, it never happens to you: something in you remains undisturbed, something in you remains beyond, something in you remains a witness.
The difference between a buddha and you is not a difference of character -- remember this; it is not a difference of morality, it is not a difference in virtue or non-virtue, it is a difference in where you are grounded.
You are grounded on the periphery; a buddha is grounded in the centre. He can look at his own periphery from a distance; when you hit him he can see it as if you have hit somebody else, because the centre is so distant. It's as if he is a watcher on the hills and something is happening in the valleys and he can see it. This is the first thing to be understood.
The second thing: it is very easy to control, it is very difficult to transform. You can control your anger, but what will you do? You will suppress it. And what happens when you suppress a certain thing? The direction of its movement changes: it was going out, and if you suppress it, it starts going in -- just its direction changes.
And for anger to go out was good, because the poison needs to be thrown out. It is bad for the anger to move within, because that means your whole body-mind structure will be poisoned by it. And then if you go on doing this for a long time... as everybody has been doing, because society teaches control, not transformation.
Society says "control yourself", and through controlling, all the negative things have been thrown deeper and deeper into the unconscious, and then they become a constant thing within you. Then it is not a question of your being angry sometimes and sometimes not -- you are simply angry. Sometimes you explode, and sometimes you don't explode because there is no excuse, or you have to find an excuse. And remember, you can find an excuse anywhere!
...Then this will move in every way, in every arena of your life: you will make love, but it will be more like violence than like love, it will have much aggression in it. Because you never observe one another making love, you don't know what is happening, and you cannot know what is happening to you because you are almost always so much in aggression.
That's why deep orgasm through love becomes impossible -- because you are afraid deep down that if you move totally without control, you may kill your wife or kill your beloved, or the wife may kill the husband or the lover. You become so afraid of your own anger! Next time you make love, watch: you will be doing the same movements as are done when you are aggressive. Watch the face, have a mirror around so you can see what is happening to your face! All the distortions of anger and aggression will be there.
...Through suppression, the mind becomes split. The part that you accept becomes the conscious, and the part that you deny becomes the unconscious. This division is not natural, the division happens because of repression. And into the unconscious you go on throwing all the rubbish that society rejects -- but remember, whatsoever you throw in there becomes more and more part of you: it goes into your hands, into your bones, into your blood, into your heartbeat. Now psychologists say that so many diseases are caused by repressed emotions: so many heart failures means so much anger has been repressed in the heart, so much hatred that the heart is poisoned.
Why? Why does man suppress so much and become unhealthy? Because society teaches you to control, not to transform, and the way of transformation is totally different.
Don't throw it on anybody. It is the same as when you feel like vomiting: you don't go and vomit on somebody. You go to the bathroom and vomit! It cleanses the whole body -- if you suppress the vomit it will be dangerous, and when you have vomited you will feel fresh, you will feel unburdened, unloaded, good, healthy. Something was wrong in the food that you took and the body rejects it. Don't go on forcing it inside.
Anger is just a mental vomit. Something is wrong that you have taken in and your whole psychic being wants to throw it out, but there is no need to throw it out on somebody. Because people throw it on others, society tells them to control it.
There is no need to throw anger on anybody. You can go to your bathroom, you can go on a long walk; it means that something is inside that needs fast activity so that it is released. Just do a little jogging and you will feel it is released, or take a pillow and beat the pillow, fight with the pillow, and bite the pillow until your hands and teeth are relaxed. Within a five-minute catharsis you will feel unburdened, and once you know this you will never throw it on anybody, because that is absolutely foolish.
The second thing to remember: be aware.
In controlling, no awareness is needed; you simply do it mechanically, like a robot. The anger comes and there is a mechanism; suddenly your whole being becomes narrow and closed. If you are watchful control may not be so easy.
Society never teaches you to be watchful, because when somebody is watchful, he is wide open. That is part of awareness. One is open, and if you want to suppress something and you are open, it is contradictory, it may come out. The society teaches you how to close yourself in, how to cave yourself in...don't allow even a small window for anything to go out.
But remember: when nothing goes out, nothing comes in either. When the anger cannot go out, you are closed. If you touch a beautiful rock, nothing goes in; you look at a flower, nothing goes in: your eyes are dead and closed. You kiss a person; nothing goes in, because you are closed. You live an insensitive life.
Sensitivity grows with awareness. Through control you become dull and dead. That is part of the mechanism of control: if you are dull and dead then nothing will affect you, as if the body has become a citadel, a defence. Nothing will affect you, neither insult nor love.
But this control is at a very great cost, an unnecessary cost; then it becomes the whole effort in life: how to control yourself -- and then die! The whole effort of control takes all your energy, and then you simply die. And life becomes a dull and dead thing; you somehow carry it on.
A deep condemnation enters about all that is alive. And sex is the most alive thing -- has to be! It is the source. Anger is also a most alive thing, because it is a protective force. If a child cannot be angry at all, he will not be able to survive. You have to be angry in certain moments. The child has to show his own being, the child has to stand in certain moments upon his own ground; otherwise he will have no backbone.
Anger is beautiful; sex is beautiful. But beautiful things can go ugly. That depends on you. If you condemn them, they become ugly; if you transform them, they become divine. Anger transformed becomes compassion... because the energy is the same. A buddha is compassionate: from where does his compassion come? This is the same energy that was moving in anger; now it is not moving in anger, the same energy is transformed into compassion. From where does love come? A buddha is loving; a Jesus is love. The same energy that moves into sex becomes love.
So remember, if you condemn a natural phenomenon it becomes poisonous, it destroys you, it becomes destructive and suicidal. If you transform it, it becomes divine, it becomes a god-force, it becomes an elixir; you attain through it to immortality, to a deathless being. But transformation is needed.
In transformation you never control, you simply become more aware. Anger is happening: you have to be aware that anger is happening -- watch it! It is a beautiful phenomenon... energy moving within you, becoming hot!
But now we have domesticated that god. Now that god runs through your fan, through your air conditioner, through the fridge: whatsoever you need, that god serves. That god has become a domestic force... no longer angry and no longer threatening. Through science an outer force has been transformed into a friend.
The same happens through religion for inner forces.
Anger is just like electricity in your body: you don't know what to do with it. Either you kill somebody else or you kill yourself. Society says if you kill yourself it is okay, it is your concern, but don't kill anybody else -- and as far as society goes that is okay. So either you become aggressive or you become repressive.
Religion says both are wrong. The basic thing that is needed is to become aware and to know the secret of this energy, anger, this inner electricity. It is electricity because you become hot; when you are angry your temperature goes hot, and you cannot understand the coolness of a buddha, because when anger is transformed into compassion everything is cool. A deep coolness happens. A buddha is never hot; he is always cool, centred, because he now knows how to use the inner electricity. Electricity is hot; it becomes the source of air conditioning. Anger is hot -- it becomes the source of compassion.
Compassion is an inner air conditioning. Suddenly everything is cool and beautiful, and nothing can disturb you, and the whole existence is transformed into a friend. Now there are no more enemies.. .because when you look through the eyes of anger, somebody becomes an enemy; when you look through the eyes of compassion, everybody is a friend, a neighbour. When you love, everywhere is god; when you hate, everywhere is the devil. It is your standpoint that is projected onto reality.
Close your eyes and meditate on it. Don't fight, just look at what is happening -- the whole sky filled with electricity, so much lightning, so much beauty -- just lie down on the ground and look at the sky and watch. Then do the same inside.
Clouds are there, because without clouds there can be no lightning -- dark clouds are there, thoughts. Somebody has insulted you, somebody has laughed at you, somebody has said this or that... many clouds, dark clouds in the inner sky and much lightning. Watch! It is a beautiful scene, terrible also, because you don't understand. It is mysterious, and if mystery is not understood it becomes terrible, you are afraid of it. And whenever a mystery is understood, it becomes a grace, a gift, because now you have the keys -- and with keys you are the master.
-- Osho
So the problem is not how to have a strong character, the problem is not how to attain no-anger, how not to be disturbed -- no, that is not the problem. The problem is how to change your consciousness from the periphery to the centre. Then suddenly you see that you have always been calm. Then you can look at the periphery from a distance, and the distance is so vast, infinite, that you can watch as if it is not happening to you. In fact, it never happens to you. Even when you are completely lost in it, it never happens to you: something in you remains undisturbed, something in you remains beyond, something in you remains a witness.
It is bad for the anger to move within, because that means your whole body-mind structure will be poisoned by it.So the whole problem for the seeker is how to shift his attention from the periphery to the centre; how to be merged with that which is unchanging, and not to be identified with that which is just a boundary. On the boundary others are very influential, because on the boundary change is natural. The periphery will go on changing-- even a buddha's periphery changes.
The difference between a buddha and you is not a difference of character -- remember this; it is not a difference of morality, it is not a difference in virtue or non-virtue, it is a difference in where you are grounded.
You are grounded on the periphery; a buddha is grounded in the centre. He can look at his own periphery from a distance; when you hit him he can see it as if you have hit somebody else, because the centre is so distant. It's as if he is a watcher on the hills and something is happening in the valleys and he can see it. This is the first thing to be understood.
The second thing: it is very easy to control, it is very difficult to transform. You can control your anger, but what will you do? You will suppress it. And what happens when you suppress a certain thing? The direction of its movement changes: it was going out, and if you suppress it, it starts going in -- just its direction changes.
And for anger to go out was good, because the poison needs to be thrown out. It is bad for the anger to move within, because that means your whole body-mind structure will be poisoned by it. And then if you go on doing this for a long time... as everybody has been doing, because society teaches control, not transformation.
Society says "control yourself", and through controlling, all the negative things have been thrown deeper and deeper into the unconscious, and then they become a constant thing within you. Then it is not a question of your being angry sometimes and sometimes not -- you are simply angry. Sometimes you explode, and sometimes you don't explode because there is no excuse, or you have to find an excuse. And remember, you can find an excuse anywhere!
[D]eep orgasm through love becomes impossible -- because you are afraid deep down that if you move totally without control, you may kill your wife...You are angry. Because you have suppressed so much anger, now there are no moments when you are not angry; at the most, sometimes you are less angry, sometimes more. Your whole being is poisoned by suppression. You eat with anger -- and it has a different quality when a person eats without anger: it is beautiful to watch him, because he eats non-violently. He may be eating meat, but he eats non-violently; you may be eating just vegetables and fruits, but if anger is suppressed, you eat violently.
...Then this will move in every way, in every arena of your life: you will make love, but it will be more like violence than like love, it will have much aggression in it. Because you never observe one another making love, you don't know what is happening, and you cannot know what is happening to you because you are almost always so much in aggression.
That's why deep orgasm through love becomes impossible -- because you are afraid deep down that if you move totally without control, you may kill your wife or kill your beloved, or the wife may kill the husband or the lover. You become so afraid of your own anger! Next time you make love, watch: you will be doing the same movements as are done when you are aggressive. Watch the face, have a mirror around so you can see what is happening to your face! All the distortions of anger and aggression will be there.
...Through suppression, the mind becomes split. The part that you accept becomes the conscious, and the part that you deny becomes the unconscious. This division is not natural, the division happens because of repression. And into the unconscious you go on throwing all the rubbish that society rejects -- but remember, whatsoever you throw in there becomes more and more part of you: it goes into your hands, into your bones, into your blood, into your heartbeat. Now psychologists say that so many diseases are caused by repressed emotions: so many heart failures means so much anger has been repressed in the heart, so much hatred that the heart is poisoned.
Why? Why does man suppress so much and become unhealthy? Because society teaches you to control, not to transform, and the way of transformation is totally different.
The first thing: in controlling you repress, in transformation you express. But there is no need to express on somebody else...The first thing: in controlling you repress, in transformation you express. But there is no need to express on somebody else because the "somebody else" is just irrelevant. Next time you feel angry go and run around the house seven times, and after it sit under a tree and watch where the anger has gone. You have not repressed it, you have not controlled it, you have not thrown it on somebody else -- because if you throw it on somebody else a chain is created, because the other is as foolish as you, as unconscious as you. If you throw it on another, and if the other is an enlightened person, there will be no trouble; he will help you to throw and release it and go through a catharsis. But the other is as ignorant as you -- if you throw anger on him he will react. He will throw more anger on you, he is repressed as much as you are. Then there comes a chain: you throw on him, he throws on you, and you both become enemies.
Don't throw it on anybody. It is the same as when you feel like vomiting: you don't go and vomit on somebody. You go to the bathroom and vomit! It cleanses the whole body -- if you suppress the vomit it will be dangerous, and when you have vomited you will feel fresh, you will feel unburdened, unloaded, good, healthy. Something was wrong in the food that you took and the body rejects it. Don't go on forcing it inside.
Anger is just a mental vomit. Something is wrong that you have taken in and your whole psychic being wants to throw it out, but there is no need to throw it out on somebody. Because people throw it on others, society tells them to control it.
There is no need to throw anger on anybody. You can go to your bathroom, you can go on a long walk; it means that something is inside that needs fast activity so that it is released. Just do a little jogging and you will feel it is released, or take a pillow and beat the pillow, fight with the pillow, and bite the pillow until your hands and teeth are relaxed. Within a five-minute catharsis you will feel unburdened, and once you know this you will never throw it on anybody, because that is absolutely foolish.
[T]ake a pillow and beat the pillow, fight with the pillow... The pillow is enlightened, a buddha. The pillow will not react, and the pillow will not go to any court...The first thing in transformation, then, is to express anger, but not on anybody, because if you express it on somebody you cannot express it totally. You may like to kill, but it is not possible; you may like to bite, but it is not possible. But that can be done to a pillow. The pillow is enlightened, a buddha. The pillow will not react, and the pillow will not go to any court, and the pillow will not bring any enmity against you, and the pillow will not do anything. The pillow will be happy and the pillow will laugh at you!
The second thing to remember: be aware.
In controlling, no awareness is needed; you simply do it mechanically, like a robot. The anger comes and there is a mechanism; suddenly your whole being becomes narrow and closed. If you are watchful control may not be so easy.
Society never teaches you to be watchful, because when somebody is watchful, he is wide open. That is part of awareness. One is open, and if you want to suppress something and you are open, it is contradictory, it may come out. The society teaches you how to close yourself in, how to cave yourself in...don't allow even a small window for anything to go out.
But remember: when nothing goes out, nothing comes in either. When the anger cannot go out, you are closed. If you touch a beautiful rock, nothing goes in; you look at a flower, nothing goes in: your eyes are dead and closed. You kiss a person; nothing goes in, because you are closed. You live an insensitive life.
Sensitivity grows with awareness. Through control you become dull and dead. That is part of the mechanism of control: if you are dull and dead then nothing will affect you, as if the body has become a citadel, a defence. Nothing will affect you, neither insult nor love.
But this control is at a very great cost, an unnecessary cost; then it becomes the whole effort in life: how to control yourself -- and then die! The whole effort of control takes all your energy, and then you simply die. And life becomes a dull and dead thing; you somehow carry it on.
Sensitivity grows with awareness. Through control you become dull and dead... if you are dull and dead then nothing will affect you.Society teaches you control and condemnation, because a child will control only when he feels something is condemned. Anger is bad; sex is bad; everything that has to be controlled has to be made to look like a sin to the child, to look like evil.
A deep condemnation enters about all that is alive. And sex is the most alive thing -- has to be! It is the source. Anger is also a most alive thing, because it is a protective force. If a child cannot be angry at all, he will not be able to survive. You have to be angry in certain moments. The child has to show his own being, the child has to stand in certain moments upon his own ground; otherwise he will have no backbone.
Anger is beautiful; sex is beautiful. But beautiful things can go ugly. That depends on you. If you condemn them, they become ugly; if you transform them, they become divine. Anger transformed becomes compassion... because the energy is the same. A buddha is compassionate: from where does his compassion come? This is the same energy that was moving in anger; now it is not moving in anger, the same energy is transformed into compassion. From where does love come? A buddha is loving; a Jesus is love. The same energy that moves into sex becomes love.
So remember, if you condemn a natural phenomenon it becomes poisonous, it destroys you, it becomes destructive and suicidal. If you transform it, it becomes divine, it becomes a god-force, it becomes an elixir; you attain through it to immortality, to a deathless being. But transformation is needed.
In transformation you never control, you simply become more aware. Anger is happening: you have to be aware that anger is happening -- watch it! It is a beautiful phenomenon... energy moving within you, becoming hot!
Anger is beautiful; sex is beautiful. But beautiful things can go ugly. If you condemn them, they become ugly; if you transform them, they become divine.It is just like electricity in the clouds. People were always afraid of electricity; they thought in olden days, when they were ignorant, that this electricity was god being angry, being threatening, trying to punish -- creating fear so that people would become worshippers, so that people would feel that god was there and he would punish them.
But now we have domesticated that god. Now that god runs through your fan, through your air conditioner, through the fridge: whatsoever you need, that god serves. That god has become a domestic force... no longer angry and no longer threatening. Through science an outer force has been transformed into a friend.
The same happens through religion for inner forces.
Anger is just like electricity in your body: you don't know what to do with it. Either you kill somebody else or you kill yourself. Society says if you kill yourself it is okay, it is your concern, but don't kill anybody else -- and as far as society goes that is okay. So either you become aggressive or you become repressive.
Religion says both are wrong. The basic thing that is needed is to become aware and to know the secret of this energy, anger, this inner electricity. It is electricity because you become hot; when you are angry your temperature goes hot, and you cannot understand the coolness of a buddha, because when anger is transformed into compassion everything is cool. A deep coolness happens. A buddha is never hot; he is always cool, centred, because he now knows how to use the inner electricity. Electricity is hot; it becomes the source of air conditioning. Anger is hot -- it becomes the source of compassion.
Compassion is an inner air conditioning. Suddenly everything is cool and beautiful, and nothing can disturb you, and the whole existence is transformed into a friend. Now there are no more enemies.. .because when you look through the eyes of anger, somebody becomes an enemy; when you look through the eyes of compassion, everybody is a friend, a neighbour. When you love, everywhere is god; when you hate, everywhere is the devil. It is your standpoint that is projected onto reality.
If you become aware of your anger, understanding penetrates. Just watching, with no judgment, not saying good, not saying bad, just watching in your inner sky.Awareness is needed, not condemnation -- and through awareness transformation happens spontaneously. If you become aware of your anger, understanding penetrates. Just watching, with no judgment, not saying good, not saying bad, just watching in your inner sky. There is lightning, anger, you feel hot, the whole nervous system shaking and quaking, and you feel a tremor all over the body -- a beautiful moment, because when energy functions you can watch it easily; when it is not functioning you cannot watch.
Close your eyes and meditate on it. Don't fight, just look at what is happening -- the whole sky filled with electricity, so much lightning, so much beauty -- just lie down on the ground and look at the sky and watch. Then do the same inside.
Clouds are there, because without clouds there can be no lightning -- dark clouds are there, thoughts. Somebody has insulted you, somebody has laughed at you, somebody has said this or that... many clouds, dark clouds in the inner sky and much lightning. Watch! It is a beautiful scene, terrible also, because you don't understand. It is mysterious, and if mystery is not understood it becomes terrible, you are afraid of it. And whenever a mystery is understood, it becomes a grace, a gift, because now you have the keys -- and with keys you are the master.
-- Osho
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Moderação e bom senso
A moderação e o bom senso não são inimigos da imaginação e da coragem.
Francisco Assis (PS) , in, Público de 23.04.2015
Francisco Assis (PS) , in, Público de 23.04.2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)