segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Cinzento
Um dia cinzento e chuvoso interrompe uns dias de calor e de Estio antecipado.
Eu ando uma vez mais desanimado e sem vontade de fazer seja o que fôr. Preguiça, dir - me - ão e certamente com razão
Eu ando uma vez mais desanimado e sem vontade de fazer seja o que fôr. Preguiça, dir - me - ão e certamente com razão
Desconhecida
Venci um receio antigo , apesar de não me ter servido de nada ou de quase nada. Fui ter com ela e meti conversa como antes na vida nunca fizera.
Mulher interessante , jovem mas viajada e já com um trajecto profissional que , embora curto , peculiar. Mas as coisas são como são, o tempo não perdoa e eu estava ali deitado ao pé de uma mulher vinte e tal anos mais nova do que eu sem nada de especial para lhe proporcionar
Mulher interessante , jovem mas viajada e já com um trajecto profissional que , embora curto , peculiar. Mas as coisas são como são, o tempo não perdoa e eu estava ali deitado ao pé de uma mulher vinte e tal anos mais nova do que eu sem nada de especial para lhe proporcionar
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Tempo
O tempo é implacável , já o escrevi . Não perdoa aos perdulários . Aqueles que não o aproveitam não têm segunda oportunidade
quinta-feira, 5 de maio de 2011
País de porcaria
Este é um país de gente fraca a achar que merece viver como gente digna.A vontade que dá é deixar de ser português , sair deste lodaçal e esquecer de vez que um dia por aqui andei.
Não há carácter , rectidão , honestidade , rigor , vontade de trabalhar com eficácia.
Não há carácter , rectidão , honestidade , rigor , vontade de trabalhar com eficácia.
Troika
Nos meus tempos de estudante universitário , que aliás se prolongaram muito para além da conta , havia em Coimbra uma gelataria/sorveteria que se chamava troika. Penso que o espaço ainda existe e que continua a ter o mesmo nome mas não é mais uma gelataria mas sim um snack de refeições rápidas e a preço acessível.
Nesses meus conturbados dias de estudante eu era um tanto atreito a crises de indole existencial passando longos períodos de profunda melancolia (spleen Baudelairiano ) , que culminavam muitas vezes em depressões , algumas duras e aborrecidas.
Havia então duas coisas que fazia para minimizar os desagradaveis e funestos efeitos desses estados de misantropia : ir ao cinema - chegava a ver dois ou mais filmes por dia e ir à Troika , enfardar longos e grandes gelados , cheios de chantily , com muito chantily mesmo.
Dado que o spleen não escolhia estações do ano para se revelar,deleitava - me com os longos e demorados gelados mesmo naqueles meses do mais rigoroso Inverno , o que fazia de mim um ser relativamente invulgar porque na altura não era muito comum ver - se alguém a saborear um gelado fora da época «oficial» , isto é , no Verão.
Com a presença da Troika por estes dias neste país, se andasse hoje a queimar universitáriamente as pestanas e se , como então , fosse ainda sensível ao pó da melancolia e da tristeza sem razão , pouparia com certeza muito dinheirito em gelados.
Nesses meus conturbados dias de estudante eu era um tanto atreito a crises de indole existencial passando longos períodos de profunda melancolia (spleen Baudelairiano ) , que culminavam muitas vezes em depressões , algumas duras e aborrecidas.
Havia então duas coisas que fazia para minimizar os desagradaveis e funestos efeitos desses estados de misantropia : ir ao cinema - chegava a ver dois ou mais filmes por dia e ir à Troika , enfardar longos e grandes gelados , cheios de chantily , com muito chantily mesmo.
Dado que o spleen não escolhia estações do ano para se revelar,deleitava - me com os longos e demorados gelados mesmo naqueles meses do mais rigoroso Inverno , o que fazia de mim um ser relativamente invulgar porque na altura não era muito comum ver - se alguém a saborear um gelado fora da época «oficial» , isto é , no Verão.
Com a presença da Troika por estes dias neste país, se andasse hoje a queimar universitáriamente as pestanas e se , como então , fosse ainda sensível ao pó da melancolia e da tristeza sem razão , pouparia com certeza muito dinheirito em gelados.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Sem título
Encostado a um canto por uma solidão não convidada , arrefeço . O coração bate lentamente e no olhar , uma tristeza ; pelo rosto desce uma lágrima , fria.
Lá fora , o vento , varrendo a copa das árvores , leva consigo as memórias do dia.
Nem tu hoje estás comigo. Deixaste-me aqui num desconsolo imenso , preso ao vazio espesso que cai do tecto.
Há momentos de harmonia. Fugazes , como pirilampos.
Lá fora , o vento , varrendo a copa das árvores , leva consigo as memórias do dia.
Nem tu hoje estás comigo. Deixaste-me aqui num desconsolo imenso , preso ao vazio espesso que cai do tecto.
Há momentos de harmonia. Fugazes , como pirilampos.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Futebol.
O futebol em Portugal está hoje de parabéns. Apesar do fenómeno em si não me dizer muito e raramente perca tempo a ver uma partida , hoje , com quase toda a certeza , garantiu - se uma final europeia inédita - a da liga Europa - em que estarão duas equipas nacionais.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Fim
Bem sei que é a morte que me espera , que no fim deste caminho , seja ele qual for , fecharei definitivamente os olhos e não mais verei a luz do dia.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Rumo
O que quero eu da vida?!
Mesmo não sabendo quanto me resta , que quero eu fazer do tempo que tenho para viver ?
Não , não espero morrer amanhã , mas isso , já se sabe , não se sabe , ninguém sabe quando será.
Acendo um cigarro. O fumo baila no ar , indiferente às minhas angústias do momento , invadindo os pulmões , sujando as veias por onde corre este sangue , alicerce da minha existência.
É numa encruzilhada onde me encontro , sem saber bem que caminho seguir , carregado de dúvidas e de interrogações , sózinho , como só estarei no dia do juizo final.
Inspiro , levando para denro de mim um pouco mais de nicotina.Numa baforada liberto um bocadinho da ansiedade acumulada mas continuo sem saber por que trajecto seguir.
Mesmo não sabendo quanto me resta , que quero eu fazer do tempo que tenho para viver ?
Não , não espero morrer amanhã , mas isso , já se sabe , não se sabe , ninguém sabe quando será.
Acendo um cigarro. O fumo baila no ar , indiferente às minhas angústias do momento , invadindo os pulmões , sujando as veias por onde corre este sangue , alicerce da minha existência.
É numa encruzilhada onde me encontro , sem saber bem que caminho seguir , carregado de dúvidas e de interrogações , sózinho , como só estarei no dia do juizo final.
Inspiro , levando para denro de mim um pouco mais de nicotina.Numa baforada liberto um bocadinho da ansiedade acumulada mas continuo sem saber por que trajecto seguir.
domingo, 24 de abril de 2011
Páscoa
É um misto de satisfação e de desilusão o que agora preenche o vazio , aquele vazio que ultimamente tem sido companhia. Alguma coisa está , no lugar do vazio , é certo. Não sei é se melhor ou pior. Sinto que é diferente.
Andei de casa em casa , demorando em algumas mais tempo mas , por mais que tenha falado com muita gente , não transportei para dentro de mim o aconhego que no ano passado , pela mesma circunstância , recolhi.
Tudo muda . Hora a hora , dia a dia. Tudo está permanentemente em transformação e isso por vezes magoa e fere , por ser sinal que o tempo é implacável e se está marimbando para as pretensões individuais.
Tem que ser o individuo a controlar o tempo e não o contrário mesmo que isso seja uma ilusão , a grande ilusão.
Todos se admiram pelo facto de nunca ter casado , juntado , amigado , seja lá o que for. Todos e eu ! Para além de me admirar , sinto no pêlo o custo dessa opção. Sinto a solidão. O vazio ! De novo e sempre o vazio. A ausência de um horizonte ou de um chão de onde se alcance um horizonte.
É estranho !
Houve um dia , não há muito tempo , em que te vi sentada a apanhar sol , numa descontracção natural , num deleite visível e , desconfio até que provocador , directamente provocador. Ainda hoje , apesar da chuva que caiu a espaços , te recordei ali sentada , ao sol , naquela atitude desprendida e cool que já te reconheço , quem sabe à espera que eu te fosse buscar , que eu te fosse chamar ou , talvez não , talvez nada disso , talvez até nem saibas o que sinto por ti , o que penso em ti , mas ali estavas desejada e linda e eu , como sempre , disse a mim próprio, ' amanhã , amanhã irei ter contigo e dir - te - ei então quanto te desejo , quanto te quero.'
Até hoje...!
Estarás aí amanhã , quando o sol banhar de novo as escadas onde te estendeste?!
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