quarta-feira, 2 de maio de 2018
Numa sociedade decente , isto provavelmente não acontecia . Numa sociedade que pretendesse ser decente , este gajo já estaria engavetado , os seus bens arrestados e a justiça já andaria a remeter para a prisão outros tantos como ele. Em Portugal , não. Por aqui , discute-se 1º , a violação do segredo de justiça , depois faz-se um prós e contras para auscultar a opinião pública ,a seguir longos debates televisivos com os melhores experts do mundo na matéria , entretanto a kafkiana tramitação legal andará a passo de caracol, passados uns anos haverá o julgamento de uns personagens menores também implicados na coisa , que se safarão e seguirão suas vidas com grandes sorrisos nos seus nobres focinhos , entretanto surgirão outros casos , igualmente cabeludos , indignos e escandalosos , e os filhos da puta , desculpai o meu francês , que roubaram , desviaram e enganaram , continuarão a fazer as suas vidinhas douradas e confortáveis , bem à frente da populaça , que tem outras preocupações bem mais importantes , como o futebol e o tempo , não tendo espaço , portanto , para assuntos deste jaez , que aliás, diga - se , é lá com eles . Em Portugal a justiça é uma miragem.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
praticamente morto ou como um morto-vivo , vou passando os dias . Com dificuldade acrescida à medida que o tempo passa , ora sentado em frente ao portátil , ora dormitando no sofá em frente de uma televisão cada vez menos atraente , vendo o tempo escorrer na ampulheta , com cada vez menos força e vontade .
Enfrento os dias , sempre iguais , sem graça , sem sorrisos , sem palavras felizes.
Falhei esta experiência única que é a vida
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Seriam umas dez da noite quando o som da campainha ressoou por toda a sala e chegou ao recanto onde se encontrava semi adormecido sentado em frente ao televisor moribundo , a que pouco ou nenhuma atenção prestava. Levantou-se , admirado por tão tardio toque e dirigiu-se lentamente até à porta de entrada
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Um frio gélido atravessa-me o corpo atingindo a alma . Não há vozes em redor , nem fogueiras , nem luz. Só o silêncio ! O silêncio que inunda o coração , o silêncio que abafa e leva com ele a esperança . O dia já se fez noite mas nem uma estrela escuto neste lugar onde me encontro. Não sei se amanhã estarei vivo mas se estiver espero ver-te à janela
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
domingo, 15 de outubro de 2017
sábado, 14 de outubro de 2017
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Onze da manhã . Mais um dia sem chuva . O lugar , como de costume , está calmo e nada de particularmente emocionante se passa. Aliás , para lá da vida de todos os dias das gentes que por aqui vivem , que não é coisa pouca , nada de especial acontece. À noite , o silêncio é quase sepulcral e só o recurso à imaginação nos ajuda a passar as horas vazias de sons. Ao contrário do que se possa pensar , não é mau de todo. Claro que preferia que estivesses aqui mesmo que não trocássemos qualquer palavra. Olhar para ti , seria suficiente. Na tua ausência , é à imaginação que recorro.
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
A vida é assim. Tem dias em que não faz qualquer sentido. Nem a Catalunha, o PSD ou mesmo o José Sócrates me entusiasmam. Só a vitória de Portugal contra a Suiça , no último jogo de apuramento para o Mundial de Futebol,Rússia,2018,me alegrou um pouco , logo a mim , que normalmente não ligo nenhuma ao futebol.
A doença da minha mãe obriga-me a pensar na vida . Como disse , sem trabalho e com um pequeno rendimento anual , vislumbro com pessimismo o futuro. Cheguei a esta situação porque não venci a pusilanimidade com que vim ao mundo ou a ela me deixei vergar ao longo dos anos . Vivi durante muito tempo afectado por depressões e falta de auto-estima , consequência , porventura , de uma predisposição natural , a que se somou a circunstância de ter crescido em ambiente de algum desequilíbrio emocional provocado , em grande medida , pelo meu pai , ele próprio, também desequilibrado .
Sempre receei o futuro e ei-lo aqui , a bater-me à porta : não vem com cara de muitos amigos nem com muito bons modos. Não tenho outro remédio senão deixá-lo entrar e alojá-lo o melhor que puder.
A doença da minha mãe obriga-me a pensar na vida . Como disse , sem trabalho e com um pequeno rendimento anual , vislumbro com pessimismo o futuro. Cheguei a esta situação porque não venci a pusilanimidade com que vim ao mundo ou a ela me deixei vergar ao longo dos anos . Vivi durante muito tempo afectado por depressões e falta de auto-estima , consequência , porventura , de uma predisposição natural , a que se somou a circunstância de ter crescido em ambiente de algum desequilíbrio emocional provocado , em grande medida , pelo meu pai , ele próprio, também desequilibrado .
Sempre receei o futuro e ei-lo aqui , a bater-me à porta : não vem com cara de muitos amigos nem com muito bons modos. Não tenho outro remédio senão deixá-lo entrar e alojá-lo o melhor que puder.
Passo por dias sombrios , que tinha antecipado , mas vividos são outra coisa . Sem trabalho , com um baixo rendimento anual , preocupo - me com o futuro. Há alturas em que realidade esbarra contra nós de uma forma tão brutal e ruidosa que , se a situação por si só já não é boa , fica ainda pior , uma vez que nos tira esperança e discernimento.
Deixar tudo para amanhã , dá nisto.
Deixar tudo para amanhã , dá nisto.
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